RAAP: o fim do preço único nacional no Google Shopping.
O Brasil tem 27 ICMS diferentes, e o Google passou a tratar como bait-and-switch qualquer divergência entre preço de anúncio, landing page e checkout. Em 18 de agosto de 2026, a Content API morre. Este guia mostra, do zero, o que é Regional Availability and Pricing, como adequar feed, LP e API às novas políticas, e como a Precisian operacionaliza tudo isso.
9 capítulos. 4 partes.
Prefere ouvir? O guia completo está disponível em formato de podcast, ideal para escutar no carro, na academia ou enquanto trabalha em outras tarefas.
O que é RAAP, e por que ele importa especialmente no Brasil
Regional Availability and Pricing, a diferença para LIA, os benefícios estratégicos e por que 70% dos e-commerces brasileiros estão fora de conformidade.
1.1 A definição
RAAP, Regional Availability and Pricing é o mecanismo do Google Shopping que permite aos varejistas configurar preços e disponibilidade diferenciados por região geográfica dentro de um mesmo país. Em vez de anunciar um preço nacional único, o lojista exibe preços específicos por estado, cidade ou faixa de CEP, espelhando a realidade fiscal e logística de cada região.
1.2 RAAP vs. LIA: não são a mesma coisa
Uma confusão frequente é tratar RAAP e LIA como sinônimos. São mecanismos complementares, porém distintos:
| Característica | RAAP | LIA |
|---|---|---|
| Escopo | Regional (estado, cidade, CEP) | Loja física específica |
| Canal | E-commerce / online | Omnichannel / retirada em loja |
| Feed | Feed suplementar regional | Local Product Inventory Feed |
| Preço | Varia por região geográfica | Varia por loja física |
| Caso de uso | ICMS, frete, estratégia regional | Estoque em loja, click & collect |
1.3 Os benefícios estratégicos
- Otimização de CPC: preços competitivos regionalmente atraem cliques mais qualificados, reduzindo custo por aquisição.
- Localização de preço: refletir a realidade fiscal e logística de cada região aumenta a confiança do consumidor.
- Redução de abandono de carrinho: quando o preço do anúncio bate com o checkout, a taxa de abandono por "surpresa de preço" cai drasticamente.
- Compliance regulatório: atender as novas políticas do Google evita reprovação de SKUs e suspensão de conta.
1.4 Por que RAAP é especialmente crítico no Brasil
O Brasil é um dos poucos países do mundo com tributação que varia significativamente por estado.
O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) pode variar de 7% a 35% dependendo do produto e do estado de destino. Isso significa que um mesmo produto pode ter preços legitimamente diferentes em São Paulo, Bahia e Amazonas, e o RAAP é a ferramenta que permite refletir isso no Google Shopping.
1.5 Quem precisa de RAAP
O RAAP é relevante para qualquer e-commerce brasileiro que anuncia no Google Shopping, mas é especialmente crítico para:
- Varejistas multi-estado, que enfrentam variações de ICMS;
- Marketplaces, onde sellers em diferentes estados praticam preços distintos;
- Operações com frete regionalizado, onde o custo logístico impacta significativamente o preço final;
- Categorias com alta substituição tributária (ICMS-ST), eletrônicos, cosméticos, autopeças;
- Supermercados e FMCG, com precificação por praça geográfica.
Dado importante: segundo estimativas do setor, mais de 70% dos e-commerces brasileiros que anunciam no Google Shopping ainda operam com preço nacional único, e portanto estão em risco de não-compliance com as novas políticas.
As mudanças de política de 2025, e o cronograma de enforcement
Parcelas, transparência de taxas, anti-bait-and-switch e o desligamento da Content API em 18 de agosto de 2026.
O ano de 2025 trouxe duas ondas de mudanças significativas nas políticas do Google Shopping que impactam diretamente como preços são reportados e exibidos. Essas mudanças já estão em vigor e o enforcement está ativo.
2.1 Abril 2025: parcelas e entradas
O Google reformulou completamente como parcelas (installments) e entradas (downpayments) devem ser reportadas no feed. O atributo [price] agora deve refletir exclusivamente o preço total do produto, sem incluir valores de entrada.
<g:price>199.90 BRL</g:price>← entrada, não total<g:installment>12× R$ 99,90
<g:price>1398.70 BRL</g:price>← total<g:downpayment>199.90 BRL</g:downpayment>+ 12× R$ 99,90
O Google valida: downpayment + (months × amount) ≈ price → 199.90 + (12 × 99.90) = 1.398,70 ✓
2.2 Setembro 2025: transparência total de taxas
A segunda onda focou em transparência total no preço exibido ao consumidor, com três pilares: separação de taxas, proibição de bait-and-switch e distinção entre taxas governamentais e do lojista.
Pilar 1, separação de taxas
| Tipo de taxa | Onde declarar | Pode estar no [price]? |
|---|---|---|
| ICMS, IPI, PIS, COFINS | Incluído no [price] | Sim, deve estar |
| Handling / processamento | Shipping settings | Não |
| Taxa de embalagem | Shipping settings | Não |
| Taxa de ativação / setup | Declaração separada | Não |
| Frete | Shipping settings | Não |
Pilar 2, proibição de bait-and-switch
Regra clara: o preço exibido no anúncio do Google Shopping deve ser idêntico ao preço exibido na landing page, que por sua vez deve ser idêntico ao preço no checkout (para a mesma região).
Cenários que configuram bait-and-switch e resultam em reprovação:
- Anúncio mostra R$ 199,90; checkout mostra R$ 229,90 (taxas não declaradas);
- Preço da LP é para São Paulo, mas usuário de Salvador vê preço diferente no checkout;
- Promoção expirou no site, mas feed ainda reporta preço promocional;
- Preço muda conforme método de pagamento sem declaração no feed.
Pilar 3, governo vs. lojista
- ICMS, IPI, PIS, COFINS, qualquer imposto determinado por lei deve estar incluído no preço reportado.
- Handling, processamento, embalagem, seguro opcional, qualquer taxa definida pelo lojista NÃO pode estar no preço.
2.3 Consequências do não-compliance
- Nível 1, reprovação de oferta: SKU individual reprovado e removido do Google Shopping.
- Nível 2, reprovação em massa: padrão de violações reprovação de categorias inteiras.
- Nível 3, suspensão de conta: violações persistentes resultam em suspensão do Merchant Center.
- Nível 4, banimento: reincidência após suspensão pode levar a banimento permanente.
2.4 O cronograma de enforcement
ICMS, DIFAL e a fragmentação fiscal brasileira
27 alíquotas diferentes, substituição tributária, Zona Franca de Manaus e por que sem RAAP é impossível ser compliant.
3.1 A variação de ICMS entre estados
O ICMS é um imposto estadual que varia de acordo com o estado de origem, estado de destino e tipo de produto. Algumas referências:
| Estado | Alíquota interna | Interestadual (Sul/Sudeste) | Interestadual (demais) |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | 18% | 12% | 7% |
| Rio de Janeiro (RJ) | 20% (+2% FECP) | 12% | 7% |
| Minas Gerais (MG) | 18% | 12% | 7% |
| Bahia (BA) | 20,5% | 12% | 12% |
| Amazonas (AM) | 20% | 12% | 12% |
| Rio Grande do Sul (RS) | 17% | 12% | 7% |
| Goiás (GO) | 19% | 12% | 12% |
* Alíquotas simplificadas para fins ilustrativos. Existem alíquotas específicas por NCM/produto.
3.2 Substituição Tributária (ICMS-ST)
Além do ICMS regular, existe o regime de Substituição Tributária (ICMS-ST), onde o imposto de toda a cadeia é recolhido antecipadamente por um único contribuinte. A Margem de Valor Agregado (MVA) utilizada no cálculo varia por estado e produto, criando uma matriz complexa de preços que muda conforme a região de destino.
Categorias com maior impacto de ICMS-ST: eletrônicos e eletrodomésticos, cosméticos e perfumaria, autopeças, materiais de construção, bebidas, produtos farmacêuticos.
3.3 Exemplo prático: mesmo produto, 3 estados
Um smartphone com preço base de R$ 2.000,00 pode ter preços finais radicalmente diferentes:
| Componente | São Paulo | Bahia | Amazonas |
|---|---|---|---|
| Preço base | R$ 2.000,00 | R$ 2.000,00 | R$ 2.000,00 |
| ICMS interno | 18% | 20,5% | 20% |
| DIFAL (interestadual) | N/A | 8,5% | 13% |
| ICMS-ST | MVA 35% | MVA 42% | Isento (ZFM) |
| Preço final | R$ 2.439,02 | R$ 2.612,33 | R$ 2.150,00 |
| Variação vs. base | +21,9% | +30,6% | +7,5% |
Variação de até R$ 462 no preço final. Se o lojista anuncia um preço nacional único de R$ 2.439 (preço SP), o consumidor de Salvador verá um preço R$ 173 mais alto no checkout. Esse é exatamente o cenário de bait-and-switch que o Google agora proíbe.
3.4 Como o RAAP resolve a fragmentação fiscal
- Preço nacional único no feed
- Consumidor BA vê R$ 2.439 no anúncio
- Checkout mostra R$ 2.612
- Abandono de carrinho: +40%
- Risco de reprovação por bait-and-switch
- Preço regionalizado por estado no feed
- Consumidor BA vê R$ 2.612 no anúncio
- Checkout confirma R$ 2.612
- Conversão esperada: normal
- Compliance total com Google
3.5 Zona Franca de Manaus e DIFAL
O Amazonas merece atenção especial pela Zona Franca de Manaus (ZFM), que oferece isenção ou redução de IPI, ICMS e outros tributos para produtos fabricados e comercializados na região, vantagem competitiva que só pode ser explorada no Google Shopping via RAAP.
O DIFAL (Diferencial de Alíquota), validado pelo STF em 2024, é cobrado nas vendas interestaduais para consumidor final, tornando obrigatório considerar este componente na precificação regional.
3.6 Mapeamento de regiões RAAP recomendado
| Nível | Regiões | Complexidade | Recomendado para |
|---|---|---|---|
| Básico | 27 (1 por UF) | Baixa | Primeira implementação |
| Intermediário | ~140 (mesorregiões) | Média | Frete variável por região |
| Avançado | 500+ (microrregiões/CEP) | Alta | Supermercados, CD regional |
Recomendação Precisian: comece com 27 regiões (estadual). Resolve 80% do problema de ICMS com 20% do esforço. Evolua para granularidades maiores conforme a operação maturar.
Impacto por setor: onde o RAAP é vida ou morte
Supermercados, bens pesados, farmacêutico, moda, quatro setores com casos de uso e impacto estimado distintos.
Supermercados e FMCG
Desafio: precificação por praça geográfica é a norma. Cerveja, leite e itens de higiene variam até 35% entre regiões. Promoções regionais (aniversário de loja) precisam ser refletidas online.
Caso de uso RAAP: configurar regiões por área de atuação de cada CD. Produto disponível no CD-SP tem preço e disponibilidade diferentes do CD-NE, RAAP permite anunciar somente onde há estoque, com preço correto da praça.
Redução de 25–40% em cliques sem conversãoBens pesados (linha branca, móveis, materiais de construção)
Desafio: frete pode representar 8–15% do preço do produto. Geladeira entregue em Manaus custa significativamente mais que em São Paulo. ICMS-ST em eletrodomésticos varia enormemente entre estados.
Caso de uso RAAP: preço regional que já considera frete embutido + ICMS-ST do estado de destino. Disponibilidade configurada apenas para estados onde há logística viável.
Redução de 30% no abandono de carrinhoFarmacêutico
Desafio: Preço Máximo ao Consumidor (PMC) varia por estado. Medicamentos têm ICMS-ST com MVAs que diferem por UF. Regulamentação sanitária pode limitar envio interestadual de certos produtos.
Caso de uso RAAP: preço regional limitado ao PMC do estado. Disponibilidade restrita a estados onde a entrega é permitida. Compliance dupla: Google + ANVISA.
Compliance regulatório totalModa e calçados
Desafio: disponibilidade de tamanhos e cores varia por região/CD. Coleções regionais (mais leve para Nordeste, mais pesada para Sul). ICMS-ST em vestuário existe em alguns estados e não em outros.
Caso de uso RAAP: disponibilidade regional por SKU (tamanho + cor disponível no CD mais próximo). Preço regionalizado para estados com ICMS-ST. Coleções sazonais com pricing diferenciado.
+20% na taxa de conversão4.1 Matriz de prioridade por setor
| Setor | Urgência RAAP | Complexidade | ROI esperado |
|---|---|---|---|
| Supermercados / FMCG | Crítica | Alta | Muito alto |
| Bens pesados | Crítica | Média | Alto |
| Farmacêutico | Alta | Alta | Alto |
| Moda / calçados | Alta | Média | Médio-alto |
| Eletrônicos | Alta | Baixa | Médio |
| Cosméticos | Moderada | Média | Médio |
Independente do setor: se seu e-commerce anuncia no Google Shopping e vende para mais de um estado, RAAP é relevante. A questão não é "se", mas "quando e como" implementar.
A arquitetura técnica: feeds, granularidade e sincronização
Sistema de duas camadas, region IDs, regras de 14 dias e 30 minutos, e a prioridade de preços que o Google aplica.
5.1 Sistema de feeds em duas camadas
A arquitetura RAAP funciona com dois feeds complementares:
Feed Principal
Atributos do produto: título, descrição, imagem, preço nacional base, categoria, GTIN. Esse é o feed que você já possui.
Feed Suplementar Regional
Contém overrides regionais: preço, disponibilidade e sale_price por region. Vinculado ao principal via offer_id.
Region ID
Identificador alfanumérico, estável e único da região (ex.: BR_SP). Até 100 caracteres, sem espaços.
{
"offer_id": "SKU-12345",
"region_id": "BR_SP",
"price": { "value": "299.90", "currency": "BRL" },
"availability": "in_stock",
"sale_price": { "value": "269.90", "currency": "BRL" }
}
5.2 Granularidade geográfica
| Critério | Requisito | Detalhes |
|---|---|---|
| População mínima | 1.000 habitantes | Baseado em dados censitários |
| Área mínima | 3 km² | Região não pode ser menor |
| Region ID | Alfanumérico, único | Até 100 caracteres, sem espaços |
| Wildcards de CEP | Permitidos | Ex.: 01***-*** = zona 01 |
| Limite de regiões | Até 2.000.000 / conta | API ou Merchant Center |
| Sobreposição | Permitida | Um CEP pode pertencer a múltiplas regiões |
Exemplos de wildcards no Brasil
"0****-***" → Grande São Paulo
"4****-***" → Bahia
"69***-***" → Amazonas (Manaus)
"*****-***" → Nacional (fallback)
5.3 Regras de sincronização
Regra dos 14 dias. O feed suplementar regional deve ser atualizado no mínimo a cada 14 dias. Feeds desatualizados resultam na desativação automática dos overrides regionais, o Google volta a exibir o preço do feed principal.
Regra dos 30 minutos. Para atualizações críticas (mudança de preço, indisponibilidade), o tempo entre a alteração no sistema do lojista e a sincronização com o Google não deve exceder 30 minutos. Isso exige integração via API, não upload manual.
5.4 Prioridade de preços
Quando existem múltiplos preços configurados, o Google segue esta hierarquia:
Preço regional do feed suplementar
Maior prioridade, sempre vence se ativo e dentro dos 14 dias.
Sale price regional
Aplicado quando configurado no suplementar.
Preço do feed principal
Fallback nacional, usado quando o suplementar expira ou não cobre a região.
5.5 Fluxo de dados completo
| # | Etapa | Origem → Destino | Frequência |
|---|---|---|---|
1 | Feed principal | ERP / PIM → Merchant Center | Diária |
2 | Definição de regiões | Merchant Center → Google Ads | Sob demanda |
3 | Feed suplementar | Pricing Engine → Merchant Center | ≤ 14 dias |
4 | Sync crítico | E-commerce → Merchant API | ≤ 30 min |
5 | Validação LP | Googlebot → Landing page | Contínua |
Migração: Content API → Merchant API
A Content API for Shopping morre em 18 de agosto de 2026. Não é opcional, sem migração, o e-commerce sai do Google Shopping.
6.1 Por que a Merchant API
| Aspecto | Content API (legado) | Merchant API (novo) |
|---|---|---|
| Gestão regional | Limitada | Granular por região |
| Endpoints regionais | Não existe | regionalInventories.insert/delete |
| Arquitetura | Monolítica | Modular, por recurso |
| Estabilidade | Em depreciação | Ativamente mantida |
| Performance | Padrão | Otimizada para alto volume |
| Suporte | Será descontinuado | Suporte ativo com SLA |
6.2 Endpoints-chave para RAAP
POST merchantapi.googleapis.com/inventories/v1beta/
{merchant_id}/products/{product_id}/regionalInventories:insert
// Payload
{
"region": "BR_SP",
"price": { "amountMicros": "299900000", "currencyCode": "BRL" },
"availability": "IN_STOCK"
}
DELETE merchantapi.googleapis.com/inventories/v1beta/
{merchant_id}/products/{product_id}/regionalInventories/{region}
// Listar inventários regionais
GET merchantapi.googleapis.com/inventories/v1beta/
{merchant_id}/products/{product_id}/regionalInventories
6.3 Estratégia de migração em 4 fases
Auditoria e planejamento (2 semanas)
Mapear todas as integrações existentes com Content API. Identificar dependências. Criar plano de migração endpoint por endpoint.
Implementação paralela (4–6 semanas)
Implementar Merchant API em paralelo com Content API. Rodar ambas simultaneamente para validação. Incluir endpoints regionais desde o início.
Validação e cutover (2 semanas)
Comparar outputs de ambas as APIs. Validar dados regionais. Desligar Content API e rodar exclusivamente na Merchant API.
Monitoramento pós-migração (ongoing)
Monitorar reprovações, performance de anúncios, sincronização regional. Ajustar conforme necessário.
Risco real: empresas que deixarem a migração para o último mês (julho/agosto 2026) enfrentarão congestionamento de suporte do Google, bugs não resolvidos e potencial blackout de anúncios. Comece agora, não na semana da deadline.
Landing Page Requirements, o que o Googlebot espera ver
Parametrização de URL, renderização dinâmica, proibição de geolocalização por IP e consistência com Schema.org.
A conformidade RAAP não se limita ao feed, a landing page deve refletir os dados regionais de forma consistente e verificável pelo Googlebot.
7.1 Parametrização de URL
O Google envia um parâmetro region_id na URL da landing page para indicar qual região o usuário está visualizando:
https://www.sualoja.com.br/produto/smartphone-xyz?region_id=BR_SP
// A landing page deve:
// 1. Aceitar o parâmetro region_id
// 2. Renderizar o preço da região correspondente
// 3. Manter consistência com o feed
7.2 Renderização dinâmica (e a armadilha do IP)
region = request.getParameter("region_id")price = priceService.getRegionalPrice(product, region)- Render usando o preço da região passada na URL.
ip = request.getRemoteAddr()region = geolocate(ip)← proibido- Googlebot acessa de IPs diferentes do usuário → inconsistência.
Proibição explícita de IP detection: o Google proíbe o uso de geolocalização por IP para determinar o preço exibido na landing page. O motivo: o Googlebot acessa de IPs que não correspondem à região do usuário, causando inconsistência entre o que o bot vê e o que o usuário vê.
7.3 Consistência com Schema.org
O JSON-LD da landing page deve refletir o preço regional correspondente ao region_id recebido:
{
"@type": "Product",
"name": "Smartphone XYZ",
"offers": {
"@type": "Offer",
"price": "2439.02", ← preço para BR_SP
"priceCurrency": "BRL",
"availability": "InStock",
"areaServed": { "@type": "State", "name": "São Paulo" }
}
}
</script>
7.4 Implementações corretas vs. incorretas
| Cenário | Status | Por quê? |
|---|---|---|
LP aceita region_id e renderiza preço correto | Correto | Consistência garantida feed/LP |
LP ignora region_id, mostra preço nacional | Incorreto | Discrepância feed vs. LP = reprovação |
| LP usa IP para geolocalizar | Incorreto | Googlebot vê preço errado |
| HTML mostra regional, Schema mostra nacional | Incorreto | Inconsistência HTML vs. Schema |
| LP correta, checkout adiciona taxas | Incorreto | Bait-and-switch LP vs. checkout |
| "A partir de R$..." com preço de outra região | Incorreto | Preço deve ser o da região |
7.5 Checklist de landing page
URL aceita parâmetro region_id
Via query string, lida server-side ou client-side antes do render.
Preço visível na LP = preço do feed
Para a região correspondente, sem arredondamentos ou diferenças.
Schema.org renderizado dinamicamente
JSON-LD com preço regional, areaServed e availability.
Nenhum uso de geolocalização por IP
Para determinar preço, apenas para personalização visual neutra.
Disponibilidade LP = feed
in_stock / out_of_stock consistente entre ambos.
Checkout sem taxas surpresa
Nenhuma adição que não esteja declarada no feed (handling, processamento, etc).
Core Web Vitals em ordem
Página carrega em < 3 s; LCP, CLS, INP dentro do verde.
Validado no Rich Results Test
Schema renderiza corretamente quando o Googlebot processa a URL com region_id.
Dica Precisian: use o URL Inspection Tool do Google Search Console para verificar como o Googlebot renderiza sua landing page com diferentes region_id. Isso ajuda a identificar discrepâncias antes que resultem em reprovações.
Checklist de implementação: 5 fases, 8–12 semanas
Do diagnóstico ao monitoramento contínuo. Cada fase com entregável claro e responsável definido.
8.1 Fase 1: Diagnóstico (semanas 1–2)
- Auditar feed atual: verificar atributos de preço, installment e shipping.
- Mapear reprovações: identificar SKUs reprovados e motivos no Merchant Center.
- Analisar pricing: identificar variações de preço por estado na operação atual.
- Verificar landing pages: testar parametrização e renderização dinâmica.
- Avaliar API atual: documentar integração existente (Content vs. Merchant API).
8.2 Fase 2: Planejamento (semanas 3–4)
- Definir regiões: mapear estados / CEPs para Region IDs.
- Criar tabela ICMS: consolidar alíquotas por estado / categoria.
- Definir pricing engine: especificar lógica de cálculo de preço regional.
- Planejar migração API: criar roadmap Content → Merchant API.
- Especificar LP changes: documentar alterações necessárias na landing page.
8.3 Fase 3: Implementação (semanas 5–8)
- Configurar regiões no Merchant Center: criar Region IDs e zonas de CEP.
- Implementar feed suplementar: configurar feed regional com preços por estado.
- Migrar para Merchant API: implementar endpoints regionais.
- Atualizar landing pages: renderização dinâmica e Schema regional.
- Configurar sincronização: atualização < 30 min para dados críticos.
- Atualizar
[installment]: migrar para formato pós-Abril 2025.
8.4 Fase 4: Validação (semanas 9–10)
- Testar paridade feed/LP/checkout: validar preço em 27 estados.
- Validar Schema.org: usar Rich Results Test para todas as regiões.
- Monitorar reprovações: verificar queda na taxa.
- Testar endpoints Merchant API: insert, delete e list regionais.
- Validar sincronização: confirmar tempo de sync < 30 min em produção.
8.5 Fase 5: Monitoramento contínuo (ongoing)
- Dashboard de compliance: monitorar taxa de aprovação por região.
- Alertas de reprovação: configurar notificações automáticas.
- Atualização ICMS: monitorar mudanças de alíquotas estaduais.
- Revisão trimestral: auditar paridade feed/LP/checkout.
- Relatório de ROAS por região: medir impacto da regionalização no retorno.
8.6 Timeline visual
| Fase | Semanas | Entregável | Responsável |
|---|---|---|---|
| Diagnóstico | 1–2 | Relatório de gaps | Precisian + time interno |
| Planejamento | 3–4 | Plano de implementação | Precisian |
| Implementação | 5–8 | Feed + LP + API | Time técnico + Precisian |
| Validação | 9–10 | Certificado de compliance | Precisian |
| Monitoramento | Ongoing | Dashboard + alertas | Precisian |
Como a Precisian pode ajudar: o RAAP Readiness Program
Três tiers de programa cobrindo de 5 mil a 50+ mil SKUs, mais o diagnóstico gratuito de 48 horas.
A Precisian é especialista em dados de e-commerce e compliance de feeds. O nosso RAAP Readiness Program foi desenhado para levar operações brasileiras à conformidade total com as novas regras do Google Shopping.
9.1 Os três tiers
- Diagnóstico RAAP completo
- Configuração de 27 regiões (UF)
- Feed suplementar regional
- Migração Content → Merchant API
- Validação de compliance
- Tudo do Essentials +
- Granularidade por mesorregião
- Integração com pricing engine
- Dashboard de monitoramento
- Suporte técnico por 90 dias
- Tudo do Growth +
- Granularidade por CEP / microrregião
- Automação de pricing regional com IA
- Multi-account management
- SLA de sincronização garantido
- Account manager dedicado
9.2 Diagnóstico RAAP gratuito
Em 48 horas, você recebe um relatório completo do status RAAP da sua operação, com recomendações prioritárias e estimativa de impacto. Inclui: auditoria de feed, análise de reprovações, gap assessment de pricing regional e roadmap de implementação.
Pronto para sair da incerteza
e entrar em compliance?
A Precisian é um time de dados dedicado. Operamos na intersecção de marketing, tecnologia e fiscal, implementando RAAP em e-commerces brasileiros com profundidade técnica que consultorias de mídia tradicionais não oferecem.